sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O barbeiro


Acho que o Tim Burton andou conversando muito com o Tarantino...
Sweeney Todd – o barbeiro demoníaco da rua Fleet é gritante. Muita vingança e muito sangue. O Johnny não precisa falar muito, né. Divino. E ainda canta!!! Sim, o filme é beeeem cantado. Daí vai de cada um. Pra mim não estragou, mesmo eu não curtindo muito musicais. Mas o clima é tão macabro, as vozes dos atores são incríveis e o ritmo contagiante. A fotografia, já esperada por mim, maravilhosa, quase P&B (com a exceção do sangue vermelhíssimo). Ah! Sem esquecer a presença quase inusitada do Borat (Sacha Baron Cohen) como Pirelli, o barbeiro rival. Também tem a sinistra Helena Bonham Carter como a dona da loja de tortas que se apaixona por Todd e Alan Rickman, como o juiz MALA.O filme também tem uma pitada de humor. Negro,claro. Imperdível.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Paranóia de Van Sant


Muito bom o Paranoid Park do Gus Van Sant. Mesmo clima do Elephant: cenas longas, câmeras “na mão” poucos diálogos. Um protagonista quase inexpressivo que é ótimo, cercado pelas suas crises de adolescente, que se vê diante de uma morte assustadora. Mas Gus Van Sant não cria um filme sobre um crime, traz à tona esses tormentos da idade, tentando entrar na cabeça desses personagens. Um filme sem final, sem culpados, sem bons, nem maus, sem lição de moral. Apenas retrata os adolescentes que tem os pais como pessoas total, ou quase, totalmente ausentes das vidas. Que não sabem exatamente o que querem, o que gostam, o que buscam. Buscam um nada. Tudo isso embalado por uma trilha sonora maravilhosa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Estréia

Hoje estréia o filme O Caçador de Pipas, do diretor Marc Froster, inspirado no best seller, de mesmo nome, do autor afegão Khaled Hosseini.
O filme é extremamente pesado e triste. Dá vontade de chorar várias vezes. (ok, estamos num período meio conturbado, mas mesmo assim é triste) – e dizem que o livro é mais ainda!!!
A direção de arte e a fotografia são impecáveis, com destaque para o figurino. As locações são ótimas também. O elenco é tocante. O personagem de Amir, quando adulto, passa muita mensagem só com o olhar. As cenas das pipas são bacanas e a mistura do inglês com o dari (uma das duas principais línguas do Afeganistão) dá um toque diferente.
A qualidade da direção é compatível com os outros dele que assisti e gostei muito: Mais estranho que a ficção e Em busca da Terra do Nunca.
Quanto ao roteiro, fugindo da comparação com o livro – até porque eu não li – e entendendo que são mídias totalmente diferentes e impossíveis de fazer comparação, acho que foi bem feito. Contou a história de maneira tocante. Apesar de achar que o final ficou meio “amontoado”. Tipo, muitos acontecimentos apressados pra explicar o final. Não sei se foi só uma sensação, mas parece que o filme anda mais lento e no fim acelera.
Pra mim ficou uma pergunta: Será que há um jeito de ser bom de novo? – essa frase é dita para Amir, quando ele tem que tomar uma decisão importante. O longa fala de culpa, covardia, amizade, arrependimento, cura, perdão, entrega. Tudo isso num cenário de guerra e conflito, num Afeganistão antes e depois dos Talibãs.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Muso



Post em homenagem ao meu muso que ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator de Musical e/ou Comédia.

Lov u, Johnny!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Sobre referências cinematográficas

Só ontem entendi finalmente porque Elsa & Fred ficou meses em cartaz em Porto Alegre, mesmo depois de ter sido lançado inclusive em DVD, com as salas lotadas sempre. Um filme que faz uma homenagem tão singela a La Dolce Vita, de Fellini, não poderia receber um retorno menor dos freqüentadores do Guion. Justo.

Apesar de Elsa & Fred não estar mais no cinema, não ser nenhuma raridade cinematográfica e de eu não ter feito alguma descoberta bombástica, precisava fazer esse comentário.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Arquivo X do cinema? Parte 2



Bom, a Gabi lançou um desafio: descobrir a ligação do Rouge com os outros da Trilogia das Cores. Ok, achei. Mas acho que não posso ficar com o mérito todo da coisa, visto que eu assisti aos filmes na seqüência mais certa (Bleu-Blanc-Rouge)e prestando muita atenção para os detalhes.

Mas o fato é que tem uma cena comum nos três: uma senhora extremamente encurvada que se esforça para colocar uma garrafa num coletor de vidro. Em cada filme a cena é vista de um ângulo. No Blanc, o Karol Karol (personagem principal) é levado para a Polônia dentro de uma mala. Essa mala é roubada na chagada, junto com outras. No Rouge, o Michel (aparente namorado da Valentine) conta que as malas foram roubadas na Polônia. E, o final tem a maior ligação entre os três. Há um acidente de balsa e é televisionado. Neste acidente estão os personagens principais dos três filmes.

Tcharam! Hehe
Bom, reitero que, se tivesse assistido aos filmes com um espaço de tempo maior e sem essa ordem não teria notado, provavelmente. Mas consegui cumprir a tarefa! Hahaha.

Agora, falando dos filmes! Wow! Krzysztof Kieslowski arrasa. Dá vontade de fazer um filme até. Ótimos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Quero só ver o Oscar...

E não é que os roteiristas em greve conseguiram cancelar a cerimônia do Globo de Ouro? Depois de arrumarem encrenca com o Brad Pitt e aparecerem em muitas fotos na galeria 24 Horas do Terra, agora o Sindicato dos Roteiristas conseguiu fazer com que a divulgação dos vencedores do prêmio que normalmente serve de prévia para o Oscar seja feita em uma coletiva de imprensa.

Tudo isso porque os atores resolveram apoiar os escritores e boicotar a cerimônia. Quer saber? Eu gostei. Adoro um bafão!

Quero ver como vai ser o Oscar. Dizem que costuma seguir os passos do Globo de Ouro...